Diário de um Foca
Projetando o futuro, modificando o presente!

Mai
21

Deserto_2

Imagine a cena: cenários paradisíacos, pessoas bonitas, alegria que transborda aos quatro cantos, e claro, tudo isso na companhia de bons amigos. O que poderia me aborrecer nesta ocasião? Nada, nem o ônibus abarrotado, nem o preço salgado que paguei para estar ali. Este era meu sentimento em um primeiro momento. Ledo engano. O pior ainda estava por vir em meio a nossa jornada.

Agora imagine a seguinte cena:

Duas da tarde, o sol está de rachar. É ai que começa a nossa peregrinação; aquela que nos levará ao nosso objetivo em questão. Fiéis que somos, acreditamos intensamente que nossa luta não será em vão. Tolos!  Quem sabe, tudo que passaremos por lá talvez não valha a pena, nem mesmo a nossa fé nos prenderá. Nossa crença há de se tornar uma blasfêmia em caso de frustração. E pecadores seremos aos olhos dos outros.

Depois de muito caminhar, enfim, chegamos ao nosso ponto de partida, assim como você e eu, vemos velhos e crianças na mesma embarcada. Os raios solares fazem questão de mostrar a sua força perante aos humanos – pobres criaturas que ousaram sem piedade em maltratar as belezas da natureza, e hoje pagam com juros a ira da estrela mor do universo. Não há trégua, o castigo é duro, mas justo. São raras as vezes que encontramos uma pequena fresta onde possamos nos esconder da fúria solar. Mas fiéis que somos caminharemos firmes e fortes. O calor é intenso, com ele surge uma ávida sede. E onde estará água uma hora dessas? Se encontrar será por um preço altíssimo como é peculiar destas bandas. Penso: “Se sair perderei meu lugar e com ele minha fé” Penso e logo resisto.Decidido, ficarei até as últimas conseqüências, até que meu corpo chegue ao seu limite. Minha fé torná-se minha aliada, mas ao mesmo tempo minha inimiga. As dores começam a aparecer, a vitalidade já não é a mesma de anos atrás. Devo estar ficando velho. Minhas pernas, antes sustentáveis vigas, já não possuem o mesmo vigor de quando começara minha caminhada. Persisto em continuar, mesmo esmorecendo. O cenário agora é outro: a grandiosa paisagem já não existe mais, só se vê seca, dor e tudo de mais insólito que possa existir deserto afora.

Olhares desconfiados; temerosos-que chegam a dar frio na espinha de qualquer cristão – por parte de alguns irmãos. Porque isto, se somos todos iguais, e no final nosso destino será o mesmo?  Clemência a estes, afinal, estamos na mesma, e somente nossa fé e união nos conduzirá rumo ao nosso oásis dos sonhos. Junto a dor, a fome chega sem pedir licença. A sensação é horrenda; a mistura de dor, fome e sede atravessam nossas entranhas de tal modo que começo a perder a fé. Mas seguirei em frente, pois o paraíso me espera – ou não.

Eis que em meio a todo nosso martírio, a fila dá sinais vida e começa a andar, e nos vemos cada vez mais perto do nosso objetivo. Ilusão? Miragem? Creio que um pouco de cada. Nosso martírio há de continuar. O que fazer então? Olho para o céu e suplico: “Pai, porque me abandonastes?”. Um filme passa pela minha mente: nele me vejo mais jovem, mais forte, mais apto para enfrentar estes tipos de situações. Acredito que idade é muito relativa, pois vejo dúzias de anciãos em nossa peregrinação. Muitos até com um sorriso no rosto. Mas será por vontade própria ou para agradar os mais próximos? Quem sabe, cada um sabe aonde o cabresto arrebenta. Nossa peregrinação é assim, nos traz lembrança junto ao sofrimento, nos traz delírio junto ao alento. Em meio a tanta lamúria começo a ver a luz se aproximar perante aos meus olhos. Fico encantando diante de tamanha sublimidade.

A espera foi grande, mas enfim me encontro diante do meu oásis .Sofri, e como sofri, pra ser mais exato, pereci, mas aqui estou. Chega brilhar de tão vistoso. Até o ar por aqui soa diferente. Magistral, único. Tenho que aproveitar segundo a segundo, pois não é todo dia que poderei desfrutar de seus encantos.

“Um, dois, três…” Quando vejo já se passaram 10 segundos. Não sinto mais meus pés. Estou em estado de transe. Adrenalina a mil – ou como diria aquele:“minha naftalina”, intensifica-se o medo aliado a ansiedade.Abro os olhos sem receio algum, solto os braços, quero me sentir livre, mandar um fodá-se a este mundo sujo. Sinto que está chegando ao fim. Ouço o som das bobinas perderem a força. Quando me dou conta, estou novamente em solo, coração saindo pela boca, onde trago um forte sentimento de “missão comprida”- como quando passava de fase em algum game.

Uma experiência única, que mexe com nossos instintos, com nossos sentimentos mais loucos, no entanto, se me perguntarem se valeu a pena tanto sacrifício, serei enfático: Não. Porque? Isto eu deixo para os irmãos responderem por si sós, afinal, a peregrinação tende a continuar, elevando nossa crença às alturas, limitando nossos raciocínios e emoções, como manda o repertório.

Mai
11

Museu da Língua Portuguesa recebe a França em grande exposição “O Francês no Brasil em todos os sentidos

Mostra trará pontos de contato entre as culturas brasileira e francesa; cenografia terá até uma rua parisiense no Museu da Estação da Luz

Está prevista para ser aberta ao público, em 11/05, no Museu da Língua Portuguesa, a exposição “O Francês no Brasil em todos os sentidos”, primeira mostra binacional do Museu e também a primeira que não terá por tema uma obra literária ou autor. “Será um novo desafio que enfrentaremos com sucesso: levar ao público o diálogo entre duas culturas, não somente no universo literário e do idioma”, explica Antonio Carlos Sartini, diretor do Museu da Língua Portuguesa.

A curadoria também será franco-brasileira: à frente do lado francês do projeto, estão Henriette Walter, lingüista, e Benoit Peeters, teórico, crítico e roteirista. Pelo Brasil, a curadoria é do poeta e doutor em francês Álvaro Faleiros, com consultoria do escritor Milton Hatoum.

A exposição será permeada pelos pontos de contato dos idiomas e culturas dos dois países, Brasil e França. A começar por um pouco das origens comuns do idioma português e francês – e suas diferenças também. O público verá, por exemplo, como palavras de origem francesa foram absorvidas e transformadas pela língua portuguesa.

Culinária, moda, ciência, dança, música e literatura também serão abordadas, pois todas essas formas de arte no Brasil carregam uma forte influência da cultura francesa.  (mais)

Só não vão me botar uma foto do Zidane na exposição .. hehe!

Abraço a todos!!!

Mai
10

Hiláriiooo! hehe! Um pouco longo, mas vale a pena ver!

Abraço a todos!!!

Mai
07

E ae galera! Tudo bem com vocês?!

Quem assistiu ao último CQC deve ter acompanhado o Palavras Cruzadas com Paulo Maluf e Cesar Maia. Como era de se esperar nosso estimado ex-prefeito da cidade de São Paulo foi mais sarcástico do que nunca. Queria ter essa cara de pau toda ..hehe!  Certas coisas por aqui nunca mudam: é show do Roberto Carlos no final do ano, é sentença que acaba em pizza, é Ronaldo calando a tudo e a todos, e por ai vai …

Acompanhem o vídeo e tirem suas próprias conclusões:

E fiquem com mais algumas pérolas de Paulo Maluf:

01 Todo mundo sabe qual é o meu sonho. Não sou candidato a nada, mas sou candidato a tudo.

02 Dizem que prometo muito e faço pouco. Se eu prometo muito é porque faço muito.

03 Meus pecadinhos são muitos pequenos.

04 Se está com desejo sexual, estupra, mas não mata.

05 Se Pitta não for um grande prefeito nunca mais votem em mim.

06 Brasília é como uma colméia. Metade fica voando e metade fica fazendo cera.

07 Tanto não tenho contas no Exterior, que vou passar uma escritura – o primeiro que encontrar a conta, o dinheiro é dele. O primeiro que encontrar algum dinheiro na minha conta ou na conta da minha mulher, o dinheiro é dele.

08 Nem Jesus Cristo no mundo conseguiu unanimidade. Mas eu consegui, graças a Deus, a maioria, 90% do partido está solidário comigo, pela nossa posição nas pesquisas e pelos serviços prestados.

09 Já disse mil vezes e vou repetir democraticamente mais uma: não tenho conta na Suíça.

010 No julgamento final, quando chegar perante Deus, e ele me perguntar o que você fez lá, naquele mundo terrestre. Eu vou dizer que ajudado pelos meus amigos e pelo meu partido, eu fiz isso, isso e isso. Vou tomar uns dois meses de Deus contando o que eu fiz. Aí ele vai dizer: Maluf, seus pecados são pequenininhos. Fica uns dez minutos no purgatório e depois vai pro céu.

011 A carta é falsa. A letra não é minha.

012 Não me nego a responder, mas quero ver o processo e vamos resolver isso na Justiça.

013 Tenho o rabo preso com a população de São Paulo.

014 Nenhum homem público – nem mesmo JK – foi tão injustiçado e investigado como eu.

015 Se não tivesse sido político, se eu fosse cientista, vocês podem ter certeza, eu estaria bem perto de descobrir a cura do câncer.

016 Sou o mais investigado e, com todo o respeito, não cabe à imprensa me julgar, mas à justiça, e, nesse sentido, sou o mais puro deste país. 017 Vocês vão me ver, por bem ou por mal, em todas as eleições.

Jornal 'O Estado de São Paulo' - 05/09/2008 - Página A12

Até a próxima pessoal!

FUI!

Mai
05

aquis1

Centro da minha terra pecadora,
alma gasta da própria rebeldia,
porque tremes lá dentro se por fora
vais caiando as paredes de alegria?

Para quê tanto luxo na morada
arruinada, arrendada a curto prazo?
Herdam de ti os vermes? Na jornada
do corpo te consomes ao acaso?

Não te arruínes, alma, enriquece:
vende as horas de escória e desperdício
e compra a eternidade que mereces,
sem piedade do servo ao teu serviço.
Devora a Morte e o que de nós terá,
que morta a Morte nada morrerá.

William Shakespeare, in “Sonetos”
Tradução de Carlos de Oliveira